Nunca o amor é veneno,
mesmo o intravenoso,
e se no rótulo diz inflamável
só queima a quem já não tem pele.
Amor é bala,
Disparada para o ar
para matar quem rouba
a fome que nos alimenta.
Amor é electricidade,
sem ser estática,
porque os lencóis denunciam
os caminhos que percorremos.
Amor é silêncio,
sem língua ou dicção,
e sem cordas para cantar
soletramos a escrita da mão.
Amor é acabar...
partir na hora de chegar
rir para não chorar
escrever para a tinta não secar.
Amor é não dizer mais nada...
Escrevo porque não sei dizê-lo de outra maneira, porque acredito no belo e que as minhas palavras saem de mim em salto alto prontas para dançar, para em encherem o copo seduzirem, atirando frases feitas para a cama. até que nú... escrevem-se a elas prórpias no que não sei expressar sem ser com letras... E digo que escrevo e espero que me cresçam uns lábios carnudos no peito e seja saliva o que corre no coração. escrevo até ao dia em que já fale.
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