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Showing posts from October, 2007

Pegar em Armas

Pegar em armas Carregá-las de palavras Erguê-las para atingir todos a quem o Poder Fez desmaiar a noção Do deve e do haver, Ou se quiseram esquecer Que como a mais fina gota Cairão um dia sós A chorar no chão Pegar em armas Sem acreditar em rendição, Escrever em pedras apontadas em cheio ao coração, que o sangue derramado Jamais será em vão, e mesmo que o seja Não se perderá no vazio Nem encontrará resistência Na falsa liberdade que nos dão.

Mar Adentro

Dava tudo por uma janela Com vista para uma cama Virada para o mar Com música ao fundo a tocar. Dava tudo por um jardim carregado de petálas E cheiro a terra molhada A escorregar-nos dos dedos. Ao som perdido de um violino Ou de um toque de piano Em notas soltas pelo campo Feito de linhas musicais Acredito que o verdadeiro poema Seria então o anoitecer Em cima de um sol dominado Por um gesto de final de tarde.

Linhas

Acrescento mais umas linhas E estico-as para serem rectas Para não ter ângulos Que acabem mortos.... Tal nunca o fiz... Faço das curvas ogivas Arcos poucos triunfais, Cascatas de lamentos E momentos circunstanciais... Ainda agora o faço... Desenho as rectas mas só recrio espirais Sem perceber se os circulos São perfeitos ou inacabados. Continuo a fazê-lo...