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Buraco

Este ou aquele medo, 
nem tu sabes,
vês ou tocas, 
nem que seja ao de leve,
nasce nos amanheceres
do buraco do teu coração,
profundo como o buraco da estrada,
eterna moradia de estrela cadente,
caída do negro céu das sombras,
que para ti deixou de brilhar...



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Quando morrem?

mata-se..
A sede
bebendo.
A fome
comendo.
A ignorância
vivendo.
A vida
temendo.
O amor
querendo.
A solidão
existindo.
um Homem
isolando.
A fé
desligando.
E as palavras
quando morrem?

Escrevo

Escrevo 
porque não sei dizê-lo de outra maneira,
porque acredito no belo
e que as minhas palavras
saem de mim em salto alto
prontas para dançar,
para em encherem o copo
seduzirem,
atirando frases feitas para a cama.
até que nú...
escrevem-se a elas prórpias
no que não sei expressar
sem ser com letras...
E digo que escrevo
e espero que me cresçam
uns lábios carnudos no peito
e seja saliva o que corre
no coração.
escrevo até ao dia
em que já fale.

Azul Sincero

Glória aos dias de azul sincero.
Daquele azul tão profundo que não nos mente
Suspenso em pilares de verdade
Onde mesmo as nuvens pinceladas
Trazem vestido manto transparente
Desnudando-lhe os ossos um por um.

Glória a ti, azul simultâneo.